domingo, 22 de agosto de 2010

O que eu não aceito...




“O que eu não aceito é ter nascido num mundo tão grande e conhecer só uma pequena parte. Vou voar. Quem conseguir compreender, que me acompanhe.”

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O Jardim das Borboletas..


Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa,

o risco de se decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas,

assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar...

nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém,

temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos,

porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam...

não por serem metades, mas por serem inteiras,

dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo você vai percebendo que
para ser feliz com outra pessoa,
você precisa em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquela pessoa que você ama
ou acha que ama, e que não quer nada com você,
definitivamente, não é a pessoa da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e,
principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas...
é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar,
não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando por você..!

[Mario Quintana]

sábado, 14 de agosto de 2010

Como um filtro

"Como um filtro, um filtro seletivo, vão ficando apenas
as coisas e as pessoas que realmente contam."
Caio Fernando Abreu

Sobre caio Fernando...

Caio Fernando Abreu nasceu em Santiago do Boqueirão, Rio Grande do Sul em 1948 . Ingressou em 1967 no curso de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que abandonou para dedicar-se ao jornalismo. Dono de uma escrita marcada pelo tom confessional , construiu sua obra através de personagens urbanos, inquietos existencialmente e fez da literatura um porto onde atracou com contos, romances, dramaturgia, poesia e jornalismo. Com uma prosa ao mesmo tempo delicada e agressiva, e ainda extremamente atual, muitas vezes deixa-se transbordar de emoção com a lembrança de uma amizade, de uma música ou poema, de um lugar. Na tentativa de elaborar ou encontrar suas respostas, dá-las ou mesmo exigi-las de quem o lê, experimentou de tudo: drogas, viagens, relacionamentos, tudo em troca de um viver ao mesmo tempo intenso e excessivo...

Não sei...

Não sei, deixo rolar. Vou olhar os caminhos, o que tiver mais coração, eu sigo.

C.F.Abreu

Natureza viva

" As pessoas falam coisas, e por tras do que falam há o que sentem, e por trás do que sentem, há o que são e nem sempre se mostra ..." ( Natureza Viva - Morangos Mofados)

E se...

E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo, No tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a palavra nojo não tem mais sentido. Você também tem cheiros. As pessoas têm cheiros, é natural. Os animais cheiram uns aos outros. No rabo. O que é que você queria? Rendas brancas imaculadas? Será que amor não começa quando nojo, higiene ou qualquer outra dessas palavrinhas, desculpe, você vai rir, qualquer uma dessas palavrinhas burguesas e cristãs não tiver mais nenhum sentido? Se tudo isso, se tocar no outro, se não só tolerar e aceitar a merda do outro, mas não dar importância a ela ou até gostar, porque de repente você até pode gostar, sem que isso seja necessariamente uma perversão, se tudo isso for o que chamam de amor. Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo. Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo que é igual, talvez tragicamente igual. O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho. Se amor for a coragem de ser bicho. Se amor for a coragem da própria merda. E depois, um instante mais tarde, isso nem sequer será coragem nenhuma, porque deixou de ter importância. O que vale é ter conhecido o corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo. Porque então você se ama também.